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Palavras-Chaves: Viagem – Busca do Divino – Itália – Índia -
Indonésia – Espiritualidade – Prazer – Meditação – Iogue – Religião – Deus –
Amor – Pensamentos – Coração – Depressão – Solidão – Divórcio – Amizade –
Universo – Sábios – Xamã – Equilíbrio – Silêncio – Yoga – Disciplina.
Adentrar em um livro pressupõe um
caminho misterioso, não sabemos o que vamos encontrar ao decorrer das páginas,
o que o livro irá nos ensinar. Aprendi a amar ainda mais a Itália, a Índia e a
conhecer bem melhor a Indonésia. Elizabeth Gilbert, mais conhecida por Liz, nos
leva a uma viagem histórica e de autodescoberta de uma mulher que passou por
períodos depressivos e solitários constantes e que com a autorreflexão e a
busca do divido tenta se recuperar e renascer. Ela resolve largar o casamento fracassado,
uma bela casa em Nova Iorque, projetos de futuros filhos e um namorado que ela
amou demais, para buscar seu Eu Supremo, seu Deus interior.
Liz quer ao mesmo tempo ter os
pés na terra, contemplar os prazeres mundanos, mas encontrar o divino através
da meditação, da paz, do equilíbrio.‘’Deus é uma experiência de amor
supremo’’. A primeira parte do livro se situa na Itália, onde ela explica as
causas e consequências que a levaram a dar partida nessa jornada espiritual, o
porquê de ter escolhido esses três países como destinos, que começam com a
letra ‘’I’’. Ela nos mostra uma Itália histórica, muito mais do que
arquitetônica, interligando essas histórias a sua vida, passado e presente. Escolhe
esse país porque sempre quis aprender italiano e viver o prazer de uma boa
refeição na Itália. Ensina-nos de onde vem a língua italiana e a poesia
embutida dentro dela. A coisa que Liz mais faz na Itália é comer, o que é mais
do que justo depois de ter perdido tantos quilos com a separação; toda cidade
que ela conhece na Itália faz a seguinte pergunta a algum morador ‘’Onde posso
encontrar a melhor comida da região?’’
Na Índia fica em um ashram afastado de Mumbai, onde pessoas
do mundo inteiro se inscrevem para participar de retiros, dias de meditação,
devoção e oração. Encontra amigos sábios, como Richard do Texas, que de certa
forma a guiam para o lugar que ela precisa estar. Liz nos ensina a entender
melhor a prática do iogue, a etimologia das palavras, o porquê dessa prática
ser tão importante para muitas pessoas encontrarem o seu Eu divino. E que essa
prática é independente de qualquer religião. [‘’Nosso propósito nesta vida, portanto’’, escreveu Santo Agostinho,
ele próprio um pouco iogue, ‘’é recuperar
a saúde do olho do coração através do qual se pode ver Deus.’’] É todo um
processo de purificação, de libertação dos pensamentos negativos, de cânticos
em sânscrito, de meditação, para que se possa limpar o coração, se desprender da
mente e conseguir alcançar Deus. ‘’Ó Krishna, a mente é inquieta, turbulenta,
forte e irredutível. Eu a considero tão difícil de domar quanto o vento''. A
maior dificuldade para Liz era se livrar dos pensamentos negativos, da culpa
por ter magoado seu ex-marido, por ter deixado David (seu namorado) mesmo o
amando, mas o amor não bastava naquela relação. Ela precisava se desprender de
tudo aquilo: da mágoa, do egoísmo, da culpa, da solidão e da depressão para
conseguir chegar perto de Deus. Essa busca consiste em uma rigorosa disciplina,
de acordar super cedo para meditação, comer comida vegetariana, participar de
todos os cânticos. É uma luta consigo mesma.
Após seu retiro na Índia, o
próximo destino é a Indonésia, onde ela irá revisitar um xamã chamado Ketut
Liyer, que encontrou há dois anos e que lhe disse que ela iria voltar para Indonésia
e passar quatro meses ensinando inglês a ele, por conseguinte ele ensinaria
seus mandamentos á ela. Pode-se perceber uma evolução espiritual da personagem,
vemos uma Liz mais feliz, mais equilibrada, que sabe que para manter essa
felicidade é preciso uma disciplina constante; então ela continua acordando
cedo, praticando sua meditação e conversando com o seu xamã. Ela conhece pessoas
maravilhosas, inclusive uma curadora chamada Wayan e Felipe, o brasileiro
apaixonante.
O livro consiste em Comer, Rezar
e Amar, palavras dedicadas aos três lugares por onde Elizabeth passou. Apesar
de repetitivo em algumas partes, não perde a emoção de acompanhar a evolução
que todo ser humano almeja, uma evolução espiritual, parar de ver o mundo só
com os olhos da mente e deixar que o coração assuma o controle em certas
ocasiões. Uma lição muito importante desse livro é que todas as pessoas correm
atrás da felicidade constantemente e creem que estão longe de alcançá-la, sem
se dar conta de que ela está bem perto, ao nosso lado e que nós somos cegados
pela rotina, pelas as relações obsessivas, pelos pensamentos negativos. O que
nos resta é tentar encontrar o Eu Supremo dentro de nós mesmos, nos conhecer,
saber que Deus faz parte da gente assim como nós fazemos parte dele.
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